Sem imagem.
Entrou. Fechou a porta. Atirou os tennis para onde aterraram, e sentou-se a escrever.
Não havia muito para escrever. Já tudo tinha sido escrito. Já tudo tinha sido dito. Mas ela queria escrever. E queria. E escreveu.
E mais uma vez escreveu a perfeição, que mesmo cega, lhe entra pelos olhos. Que os fazem brilhar. Que os fazem sorrir sem precisar de lábios. Que os fazem amar.
E mais uma vez escreveu o que faz o seu coração bater mais depressa. O que faz o frio na barriga. O que a faz sentir aquela saudade dolorosa.
Escreveu-o. Mais uma vez.
Tuesday, April 3, 2007
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